Trindade poderá
abrigar parque de energia solar
Xangai
– Pernambuco poderá produzir energia para abastecer
as indústrias da região do Araripe. O município
de Trindade, a 650 quilômetros do Recife, pretende abrigar
um parque de energia solar. E o interesse da iniciativa privada
vem da China, da empresa EACC. O grupo já agendou visita
ao Sertão pernambucano para o próximo mês
e, se as expectativas forem correspondidas, Pernambuco terá
um parque de energia solar.
As
negociações aconteceram durante a rodada de negócio
promovida ontem pela Fecomércio/PE, que realiza missão
empresarial no país asiático. O prefeito de Trindade,
Gerôncio Figueiredo, apresentou ao empresário Jiang
Xiaoping, diretor da EACC, o projeto do distrito industrial e
todo o potencial econômico da região, sobretudo com
a produção do gesso. “Estamos em conversa
com esta empresa, mas já identificamos outro grupo, aqui
em Xangai, que também atua no segmento de energia limpa,
interessado em conhecer nosso polo gesseiro”, disse o prefeito.
O
projeto da Prefeitura de Trindade envolve um distrito industrial
de 800 hectares, dos quais, 200 hectares estão destinados
à construção do parque de energia solar.
“A intenção é levar todas as empresas
do setor para um único espaço, próximo à
área de transbordo, onde haverá mais facilidade
de fiscalização e controle”, explicou Figueiredo.
Segundo o prefeito, a instalação de um parque de
energia solar no local incentivaria as indústrias na transferência
ao novo distrito industrial, com o beneficio de uma energia limpa
e barata.
A
prefeitura, aliás, já iniciou os trabalhos de levantamento
topográfico, e aguarda a publicação da desapropriação
no Diário Oficial do Estado, o que deve acontecer até
o fim do mês. “Somente com as desapropriações,
o nosso investimento foi de R$ 4 milhões”, garante.
A expectativa, além da Parceria Público Privada
(PPP), é o incentivo do governo do estado com a redução
de impostos, através do Prodepe.
Pernambuco
é o maior produtor nacional de gipsita, e a principal matriz
energética do Araripe é a lenha, usada somente na
calcinação. Para a produção do gesso,
a madeira representa 70% do processo. “A madeira para região
do Araripe é suficiente apenas para mais dois anos. O resultado
disso é o desmatamento de maneira desordenada, e o desgaste
ao meio ambiente”, revela Figueiredo. O polo gesseiro conta
com mais de 260 fábricas do segmento. Somente em Trindade,
são 157 fábricas de placas e blocos e 56 de beneficiamento
do gesso. Até meados de 2012, outras 24 unidades fabris
serão instaladas no município.
(Reportagem
de Sarah Eleutério para o Diário de Pernambuco)
Fonte:
Blog da Elba Galindo |